sábado, 6 de maio de 2017

O MUNDO E SEUS TRÊS PLANOS por PAPUS

                                                   O MUNDO E SEUS TRÊS PLANOS **
                                                                      Papus

A Noção dos Planos

Quando lemos pela primeira vez livros de alguns escritores que se dedicaram ao estudo das forças invisíveis, experimentamos um sentimento de recusa, devido aos termos técnicos empregados nessas obras. Entretanto, prosseguindo neste tipo de leitura, comparando um autor com outro, logo se compreende esta linguagem especial, e se reconhece o significado dos termos como perispírito, energias meta- psíquicas, corpo astral, plano astral, forças karmicas manásicas, etc...

Entretanto há termos que é importante insistirmos, em especial, como a noção de plano.
Façamos em um vaso a seguinte experiência, colocando as substâncias:
a) mercúrio
b) água
c) azeite

Estas três substâncias não se misturam, fazendo com que no interior do recipiente se formem três camadas, estratos ou planos.

Suponhamos estas três camadas habitadas por seres vivos: vegetais, bactérias ou outras, teríamos:

_ Os habitantes do plano do mercúrio, em baixo;
_ Os habitantes do plano d’água no centro;
_ Por último, os habitantes do plano do azeite, em cima.

A totalidade destes seres e destas substâncias se encontra no mesmo vaso ou recipiente, e entretanto, não se comunicam uns com os outros; estão separados devido à diferença de densidade de cada um dos planos em que evoluem.

Igualmente, os ocultistas consideram a natureza dividida em três setores ou planos, correspondentes às imagens que acabamos de analisar.

Abaixo, está situado o plano material formado por tudo que é material e visível, tanto sobre a terra como em outros planetas; este é o plano dos corpos físicos e das forças físicas.

Acima ou arredor deste plano, existe o das forças vitais ou forças animadoras. A
vida que circula em nosso corpo é um exemplo desta força. Trata-se da vida, que segundo os ensinamentos da Antiga Ciência Egípcia, constituiria a força vital que existe em nós e que é a mesma energia que circula pelos astros. Devidos estes foram dados o nome de forças astrais às energias deste plano, denominado plano astral.

Mais acima, encontramos os planos das forças espirituais, da personalidade, da vontade que recusa ou aceita as provas, e finalmente, da totalidade das manifestações do espírito imortal, ligado diretamente ao plano divino.

Temos recorrido às expressões: acima, abaixo, no meio, simplesmente para a satisfação de nossos hábitos mentais.

Na realidade, os diversos planos, estão mesclados uns nos outros, se penetram sem se confundirem, como um raio de sol atravessa um cristal sem fazer-se solidário com ele, como o sangue circula pelo corpo encerrando-se constantemente nos vasos.
   



Não busque um lugar especial, um espaço físico onde estejam reunidos os mortos da terra. A tradição nos ensina que determinados seres ainda densos, de matéria, depois da morte, ficam confinados em cones de sombras, que cada planeta leva atrás de si através dos céus, entretanto isto é bastante excepcional. No geral, os nossos mortos estão no mesmo lugar conosco, mas em outro plano deste mesmo lugar, da mesma forma que o azeite e o mercúrio estão no mesmo vaso , e se mesclam ainda menos que os planos do visível e do invisível que, se penetram uns nos outros completamente.

Somente, por uma confusão lamentável, alguns autores tenham “alojados mortos” em um lugar qualquer do plano físico. Nossos mortos já foram situados no centro da terra, em outros planetas, inclusive em diversos Sóis. Lógico que tudo isto é possível, mas sempre no plano astral desses diferentes lugares, já que o plano físico está reservado aos corpos físicos materializados e encarnados.

Mas, é possível fazer um ser passar, momentaneamente, do plano invisível ou astral ao visível ou físico? Eis a grande questão das evocações, sobre as quais diremos algumas palavras, contudo devemos insistir um pouco sobre estas noções dos planos porque é necessário chegar a um conceito o mais claro possível.

A noção de plano possui, efetivamente, um papel considerável no estudo dos problemas psíquicos, e grandes confusões ou invenções ocorrem provenientes do desconhecimento da noção de planos.
Assim todo ser do plano físico, todo ser encarnado ou materializado só pode ser confinado em um cubo, ou melhor dito, em um corpo de três dimensões; em uma linguagem mais vulgar afirmamos que quando se deseja “prender” um vagabundo, devemos coloco-lo entre quatro paredes sólidas, com uma porta resistente, um teto a prova de fugas, e uma janela fechada. Caixa para conter moscas ou cela de prisão central, não é, outra coisa que cubos de três dimensões, necessárias para prender um ser do plano físico, seja uma mosca ou um criminoso.

Desejando prender um raio de sol ou um raio de um astro, meu cubo não servirá para nada; se for uma jaula o sol passará por suas grades, de uma cela de prisão, passará entre as grades ou os vidros, inclusive se estes forem muito densos, impedindo sua captura.




Mas, ao me servir de uma placa fotográfica, o raio de sol, ao decompor os sais de prata, fixar-se-á sobre a placa indicada com as imagens que estavam iluminadas.

Em uma superfície plana, um plano matemático basta para reter aqui um raio astral.

O ocultismo ensina que há uma série de seres especiais que circulam por todos os raios dos astros; estes seres não possuem corpos físicos, mas um corpo de raios luminosos chamado corpo astral. O plano em que vivem estes seres, denomina-se igualmente, plano astral.

Para prender estes seres, basta uma superfície plana formada pela reunião de duas ou três linhas.

Finalmente, se possuo uma idéia que não desejo comunicar a ninguém, guardo-a para mim, lapidada em um ponto de meu cérebro criando ali um diminuto ser espiritual, que servirá mais tarde aos meus caprichos.

Este ser espiritual pode, pelo emprego do verbo, estimular emotivamente o progresso de cem pontos cerebrais semelhantes ao meu ser diminuto. Ao ser colocada e conduzida sobre o carro verbal, a idéia multiplicou e revitalizou a si mesmo. Ali já não existe prisão possível, cubo ou plano não podem prende-la. Sua essência é a liberdade.

Estas são as características do plano espiritual, plano dos seres divinos do qual o nosso próprio espírito é uma chispa.



Para concluir, existe um plano físico com a totalidade dos seres físicos, envolto em um corpo físico e do qual o cubo, ou a construção em três dimensões é o necessário alojamento: Câmara, habitação ou calabouço (sempre um espaço em três dimensões).

Há também um plano astral com os seres astrais, envoltos em um corpo astral e do qual a superfície plana é o alojamento necessário (espaços de duas dimensões).

Por último, está o plano espiritual com espíritos envoltos de um corpo espiritual, e do qual o ponto matemático é o necessário alojamento (aqui o tempo e o espaço já não atuam mais).

Vejamos agora como podemos estudar, em seu plano respectivo, as forças físicas, astrais, e espirituais. Nos limitaremos a algumas idéias gerais que serão suficientes para o objetivo que temos proposto.

As forças nos três planos

As forças físicas são fáceis de estudar, pois atuam no mesmo plano em que nos encontramos atualmente.

Para estudá-las devemos começar pelas forças hidráulicas, com seus grossos órgãos, que vão desde a roda do moinho até a moderna condução da “hulha branca”.

Poderia-se estudar o vapor da água, que circula em sua delicada tubulação. Poderíamos, igualmente, descobrir a eletricidade circulando por seus fios metálicos.

Todos os citados são exemplos de modalidades da força física.

Em geral, esta força apresenta as seguintes características:
1) Necessidade de um condutor material.
2) Dinamismo em relação com a condensação e materialização da força.
3) Modificações produzidas sobre a matéria inerte pela ação das forças materiais.

O estudo de uma força astral pode prossegui-se seguindo as modalidades da luz, do sol, atuando sobre a terra.

Esta força está, em princípio, animada por uma velocidade de deslocamento considerável (mais de 200.000 km por segundo). Atravessando desta forma, imensos espaços com a maior rapidez.

Esta força se faz dinâmica somente se a condensamos por meio de uma resistência. Os espelhos permitirão obter calor efetivo, com o que se poderá também, por meio de condensadores especiais, transforma-la em eletricidade, mas normalmente, a luz do sol atravessa o vidro sem quebra-lo e indica desta maneira o caráter da força astral, que é de atravessar os condensados de energia material sem alterá-los.

Finalmente, como a força solar é a mesma que a força vital que circula na totalidade dos seres vivos, esta força solar é um poderoso reconstituinte fisiológico.

Tais são as características gerais de uma energia astral.

Não vamos discutir aqui a origem da energia real da luz solar; quer esta luz proceda diretamente do sol, como nos ensina a astronomia atual, ou seja ao contrário produzida na atmosfera de nosso planeta por emanação de força solar neutra que se transforma em luz, eletricidade ao contato de cada planeta, pouco importa. O que nos interessa atualmente é poder seguir a atividade de uma força astral em ação sobre a terra. O restante, os sábios existem para resolverem estas questões, de origem muito obscura e em todo caso tecnicamente bem especializadas, para serem abordadas em um estudo tão elementar como o nosso.

As forças do plano intelectual e espiritual são ainda pouco conhecidas de nossos contemporâneos. Os colégios iniciáticos da Antigüidade, determinadas sociedades misteriosas da Índia, do Islã, e também do Ocidente possuem sobre este assunto noções muito precisas.

As forças desse plano atuam para além do tempo e do espaço, se transmitem instantaneamente de um planeta ao outro, assim como de um ponto a outro muito distante sobre a superfície da terra.

Para poder manifestar-se, estas forças necessitam de um ponto de apoio material. Utilizam em geral os órgãos nervosos e o cérebro dos seres vivos.

É portanto um erro acreditar que as “correntes de vontade” possam atuar diretamente sobre os acontecimentos sociais.
As cadeias de luz física podem também se esforça para romper vidros materiais. A luz atravessa o vidro sem destruir nada, o pensamento atravessa os clichês astrais sem produzir uma influência direta.

É portanto muito importante evitar este erro da ação das forças espirituais sem um material útil.

Joana D’Arc, nada poderia ter feito sem um exército. Este exército realizou verdadeiros milagres a partir de sua constituição, mas era necessário, porque sobre o plano material somente se pode atuar dinamicamente através das próprias forças materiais.

Um ser humano que tenha passado ao plano espiritual, não possui nenhuma ação direta sobre a matéria. Pode atravessar os objetos como uma luz através de um vidro e terá de fazer uso de certas ferramentas especiais como a força vital de um médium humano, ou as resistências particulares como o cristal e a madeira, para por-se em contato com o plano material do qual está distante.




** Retirado e traduzido do livro de Papus: “Lo que les sucede a nuestros muertos”, Madrid, Luis Carcamo editor, 1978


sábado, 28 de janeiro de 2017

EGIPTOLOGIA E OCULTISMO

            EGIPTOLOGIA E OCULTISMO                                     
                                                       Por Papus**

Champollion e seus discípulos encontraram muitos adversários de seu sistema e, coisa curiosa, estes adversários eram sempre ocultistas. Isto se explica facilmente.

A escola de Champollion, formada de analistas, freqüentemente geniais, se encastelaram no estudo dos textos. Os egiptólogos negligenciaram as pesquisas auxiliares concernentes a astrologia e a magia que são indispensáveis à compreensão verdadeira dos textos egípcios.

Mas, sob a influência dos trabalhos de A Gayet e dos egiptólogos do museu Guimet, as duas escolas tendem à uma reconciliação esclarecedora. Outrora Goulianof e Briére, versados no esoterismo egípcio, se levantaram com veemência contra a infantilidade das traduções de Champollion.

Encontramos hoje nas obras de M. A Moret, conservador-adjunto do museu Guimet, uma série de estudos de primeira ordem sobre a magia dos egípcios e o livro dos mortos, assim como sobre os mistérios de Ísis.

Estes estudos, assim como as pesquisas de A Gayet (a adivinhação no antigo Egito), ainda mais próximos dos verdadeiros ensinamentos esotéricos, mostram o caminho aos egiptólogos de futuro.

Sem estudar a língua hieroglífica, o ocultista não tem como realizar pesquisas aprofundadas sobre o simbolismo.

Mas, sem estudar a astrologia, a magia e a alquimia, o Egiptólogo torna-se um cego para a tradução exata de uma série de textos ou, melhor, para a sua interpretação e compreensão.

Aqui, como para o estudo de Platão ou Homero, Apulei ou Virgílio, os conhecimentos tradicionais do hermetismo são indispensáveis.                 

Assim o grande segredo dos Mistérios de Ísis (ou de Prosérpina) seria o desdobramento consciente do "Duplo" durante a vida, com visita ao plano dos mortos e dos "Astros Deuses". Apuleio nos deixa entrever este mistério,  somente compreensível para "aqueles que sabem", segundo a linguagem hermética. Ora os egiptólogos, admiráveis sábios em certo sentido não são "aqueles que conhecem" os mistérios. O momento está próximo quando estas inteligências orientarão seus estudos para estes pontos ainda obscuros, e todo o mundo sairá ganhando com esta mudança de mentalidade.



Estaremos, de fato, neste momento, livres destes falsos egiptólogos que "inventam" os mistérios, como Boulage e outros, e semeiam nas almas crédulas uma série de erros bem difíceis de serem eliminados rapidamente.

Nós aguardamos com todos nossos votos o momento onde os homens de ciência como Gayet ou Moret dirigirão seus esforços para adaptar à suas pesquisas técnicas os ensinamentos gerais de ocultismo.

Estas pesquisas renderão, por outro lado, justiça aos ocultistas, mostrando que estes são muito mais do que tiradores de sorte ou quiromanceiros sectários. Não temos a intenção, dizendo isto, de rebaixar os seguidores do Bateleur (o mago) do Tarot: isto seria ridículo e ingrato. Mas este Bateleur é justamente um "Dwidja", um "Escriba de dupla vida", e nos gostaríamos de ver reconhecido pelo seu verdadeiro aspecto pelo pesquisador das Academias clássicas.


Eis porque daremos algumas analises das idéias dos adversários de Champollion e algumas idéias derivadas do estudo esotérico de egiptologia. Verão, deste modo, que procuramos fazer algo além de um resumo seco dos alfabetos da língua egípcia. 


** Retirado do livro : Papus: Primeiros Elementos da Língua Egípicia (Caracteres hieroglíficos). Erechim, AllPrint/Casa da Vida Khepri , 2016. Págs 41 - 43. (http://khepri.org.br). 


                           

domingo, 23 de outubro de 2016

PRECE CONTRA O CÂNCER, O LÚPUS E A ELEFANTÍASE



Prece contra o câncer, o lúpus e a elefantíase (1)


Senhor Jesus Cristo, Deus de nossa Salvação, que deste a missão aos Teus Apóstolos e por eles aos seus sucessores, de expulsar os Demônios e de trazer assim, ao Mundo primitivamente submisso a Satã, a equidade, a pureza e a bondade, nós Te suplicamos, pela virtude misteriosa de Teu Santíssimo Nome Ieshouah e pela virtude deste Salmo que o Espírito Santo inspirou a Davi Teu servidor, de dignar conceder às minhas palavras a mesma virtude misteriosa que Tu dignaste conceder àquelas de Davi. Exalta pois, ó Senhor Jesus, a demanda de Teu servidor N............. e que graças Te sejam rendidas pelos séculos dos séculos. Amém +

Iahweh, não me castigues com tua cólera,
Não me corrijas com teu furor.
Tuas flechas penetraram em mim,
sobre mim abateu-se Tua mão:
Nada está ileso em minha carne, sob Tua ira,
nada de são em meus ossos, após meu pecado.

Minhas faltas ultrapassam-me a cabeça,
como fardo pesado elas pesam sobre mim;
minhas chagas estão podres e supuram,
por causa da minha loucura.
Estou curvado, inteiramente prostrado,
ando o dia todo entristecido.

Meus rins ardem de febre,
nada está ileso em minha carne;
estou enfraquecido, completamente esmagado,
meu coração rosna, solto rugidos.

Senhor, à Tua frente está o meu desejo todo,
meu gemido não se esconde de Ti;
meu coração palpita, minha força me abandona,
a luz dos meus olhos já não habita comigo.

Amigos e companheiros se afastam da minha praga,
e meus vizinhos se mantêm à distancia;
preparam armadilhas os que buscam tirar-me a vida,
os que procuram minha ruína falam de crimes,
todo dia meditando em traições.

E eu, como surdo, não escuto,
como o mudo que não abre a boca.
Sou como o homem que não ouve
e não tem uma réplica na boca.

É por ti, Iahweh, que eu espero!
És tu quem responderá, Senhor meu Deus!
Eu disse: “Que não se riam de mim,
não triunfem sobre mim quando eu tropeço!”

Sim, estou a ponto de cair,
meu tormento está sempre à minha frente.
Sim, eu confesso a minha falta,
e temo pelo meu pecado.

Meus inimigos sem motivo são poderosos,
são muitos os que me odeiam sem motivo,
os que pagam o mal pelo bem,
e por eu procurar o bem me acusam.

Não me abandones, Iahweh,
meu Deus, não fiques longe de mim!
Vem socorrer-me depressa,
ó Senhor, minha salvação!
                   (Salmo 38)

Senhor Jesus Cristo, Deus de nossa Salvação, que deste a missão aos Teus Apóstolos e por eles aos seus sucessores, de expulsar os Demônios e de trazer assim, ao Mundo primitivamente submisso a Satã, a equidade, a pureza e a bondade, nós Te suplicamos, pela virtude misteriosa de Teu Santíssimo Nome Ieshouah e pela virtude deste Salmo que o Espírito Santo inspirou a Davi Teu servidor, de dignar conceder às minhas palavras a mesma virtude misteriosa que Tu dignaste conceder àquelas de Davi. Exalta pois, ó Senhor Jesus, a demanda de Teu servidor N............. e que graças Te sejam rendidas pelos séculos dos séculos. Amém +



1. Traduzido de: Ambelain: "Sacramentaire du Rose+Croix", Edicion Bussière, Paris, Páginas 110, 111 e 112. 

Obs: Salmo: Bíblia de Jerusalém.

Deva da Cura











domingo, 4 de setembro de 2016

A CADEIA DE UNIÃO: TÉCNICAS

                 A Cadeia de União


Se cravarmos um parafuso em uma tábua de madeira com uma chave de rosca, o parafuso se enterra; se desaparafusarmo-lo, ele sai, sobe.

Isto significa: Quando o giramos no sentido dos ponteiros de um relógio, enterrando a chave de rosca, é encarnado, ou seja, o movimento no sentido dos ponteiros de um relógio encarna a energia.

Quando, inversamente, circula ao contrário dos ponteiros de um relógio, produz-se um movimento de ascensão, de extração da matéria e de elevação.

Sabemos que nossa mão direita emite e que a esquerda recebe.

Fazendo um circulo e dando-se as mãos não-cruzadas ( cadeia longa), a energia circula no sentido inverso dos ponteiros de um relógio, isto é, ela é ascendente; quando oramos desta maneira, elevamos nossos corações para Deus. Elevemos nosso coração! Sursum corda!

Quando, agora, vamos fazer descer a energia espiritual em si, cruzamos os braços, como fazem os Martinistas, porque desta maneira invertemos a circulação das energias: Fazemos descer a energia do alto.
                                              
(Texto livremente extraído de uma conferencia sobre “Iniciação
 cristã: os mistérios da Missa” por Charles-Rafael Payeur)


domingo, 31 de julho de 2016

ORAÇÃO E SEUS MÉTODOS por PAUL SEDIR

                              Oração e seus métodos por Paul Sedir

Aquele que ora seriamente, profundamente, é como um soldado no front de batalha, como um nadador se debatendo entre as ervas traiçoeiras. A inteligência pode se esvair; o corpo pode desfalecer de terror ou de fadiga; mas não é o lugar de esmorecer; já que o centro do espírito permanece ancorado no Céu; com esta demarcação e inclinação, nada de irremediável se produzirá.
Ser bem orientado, viver em paz e ser agradecido, eis portanto os três hábitos que preparam as forças interiores para a Oração.

Para direcionar estas forças em feixes, retesa o arco místico e faça tocar ao Céu as flechas do desejo; é preciso ainda ser atento, humilde, confiante, perseverante.
A falta de atenção é uma falta de fervor. Ser atento, é vontade; e é impossível desejar sem amar. Na verdade o Amor é a chave de todas as portas.

Para lutar contra as distrações , ore em voz alta. Se teu coração é seco, ore meditando, i. e., refletindo com tua razão lógica sobre cada palavra pronunciada, pesando e examinando lentamente.
Quando oramos, várias criaturas visíveis e invisíveis nos observam, nos escutam e se apresentam na porta do templo que é nosso coração; muitas somente percebem Deus pelas imagens contidas neste coração. Para estes irmãos atrasados, é útil que as palavras sejam ditas em voz alta e é uma maneira de conceder à nossa prece um corpo terrestre.



Malgrado este conselho de orar em voz alta, não acreditamos que as repercussões deste som no imponderável sirvam para grande coisa (...) pois é o sentimento que lhe fornece esta força e não a vociferação. É unicamente a sinceridade que torna a prece válida.
Podemos tomar, ao longo do dia, algumas precauções para desenvolver o poder de atenção. Abster-se de palavras inúteis, repelir pesadelos e, acima de tudo, se corrigir dos seus defeitos. Tornar santo; estas duas palavras contêm o segredo de todos os desenvolvimentos morais, espirituais e mesmo intelectuais; mas, infelizmente ! Acredito que a receita não seja tão simples; o misterioso possui tantos atrativos !

É suficiente descartar as distrações com grande e prudente calma, sem desistir; se três horas correm antes de pode dizer convenientemente o Pater , estas terão sido três horas muito bem empregadas; nenhum esforço se perde. A Prece pode ser penosa, sem gosto, aborrecida; e teria, assim, ainda mais mérito.

Traduzido de Paul, Sedir: “Lês Forces Mystiques et la Conduite de la Vie”, Paris, Amitiés
Spirituelles, 1977 , págs 80 e 81.





                                     Métodos de Oração de Paul Sedir:

1. Recolhimento interno.
2. escolher a posição: em pé, joelhos ou prosternado, conforme sua inclinação.
3. Dizer a Deus que está se colocando em Sua presença.
4. Esquecer as preocupações. Criar em si a humildade, depois a confiança, depois a calma.
5. Aquecer o coração recapitulando rapidamente todos os benefícios do Pai para com o mundo, - para o gênero humano, para si-mesmo. Tudo que Jesus fez por nós, - para o gênero humano, - para a criação.
6. expressar o desejo de colaborar com a Obra Divina.
7. Se humilhar profundamente.
8. Se oferecer a Deus desde a medula dos ossos ao cume do espírito, com todo seu coração e se possível até as lagrimas.
9. Perdoar do fundo do coração, do fundo da inteligência e mesmo do fundo da vitalidade corporal a todo ser e a todas as coisas.
10. Recitar a Oração dominical (Pai Nosso) com todo o fogo e toda atenção possível, sem procurar sensações psíquicas, na nudez obscura da fé.
11. Persistir até chegar a prece sem distração.
12. Tomar resoluções precisas.




Antes de um trabalho particular:

1. Recolhimento interno se colocando em calma, confiança e humildade.
2. Deus me ver, Jesus esta ao meu lado.
3. Se desculpar das faltas, em bloco.
4. Se arrepender com dor.
5. Se oferecer a Deus.
6. Lhe pedir ajuda.
7. Esquecer um estante tudo que sabe e deixar vir a inspiração.
8. Iniciar o trabalho.
9. Rever, examinar e corrigir o fruto do trabalho..
10. Agradecer ao Cristo.

Exame de Consciência

1. Agradecer a Deus por tudo dado ao longo do dia, em prazer e em penas/dor.
2. Pedir a lembrança das faltas e O Arrependimento.
3. Recapitular o dia hora à hora.
4. Procurar aquilo que me desagrada nos outros e me convencer de que possuo o mesmo defeito.
5. Observar minha ingratidão, minha traição, minha semelhança com Judas.
6. Arrependimento até as lágrimas.
7. Resoluções precisas e especiais formuladas para o dia seguinte.
8. Se ter com um puro nada e pedir o socorro de Deus.

No curso da Vida:

Manter-se na maior simplicidade e nudez interior. Nada de restrição e rigidez da vontade. Manter-se um com o céu, guardar a sensação viva da Presença Divina, viver com liberdade, paz, confiança amorosa.

Traduzido de Paul, Sedir: “Lettres Mystiques”, Paris, Amitiés Spirituelles, 1987, págs 41 à 44.(Comunidade no orkut dos Amities.





quinta-feira, 21 de julho de 2016

FOTO KIRLIAN DE UM MÉDIUM

Apresentamos um texto final para reflexão dos Iniciados e dos médiuns, descrevendo os efeitos da mediunidade no próprio médium, através de uma foto kirlian. Naturalmente esta foto não pretende ser a verdade absoluta e definitiva sobre o tema, mas um exemplo para contribuir para os estudos do tema. Nosso objetivo não é provocar polêmicas, mas ajudar no entendimento dos motivos do martinismo, e demais Ordens iniciáticas, não aprovar ou recomendar as práticas espíritas mediúnicas. (Pseudo-Sedir)

                                              Foto Kirlian de um médium

                            Um caso real tomado em um terreiro de umbanda

CASO 1
                     
CASO 2
CASO 3
CASO 4

           Durante uma Sessão de Umbanda, em Brasília, uma moça “incorporou” uma “Pombagira”, a entidade espiritual que é responsável pela sexualidade feminina. Pessoalmente, tirei uma série de Fotos Kirlian antes, durante e depois do E.A.C. e o resultado de toda essa experimentação, em Fotos Kirlian, será mostrado abaixo.

As diversas etapas pelas quais passou uma Agente Paranormal, num Terreiro de Umbanda, ao “incorporar”uma “Pombagira” :


1. Em estado normal, antes do EAC (transe).

2. Início do EAC (transe).

3. Completamente em transe (“incorporando” a “Pombagira”) quando ingeriu 2 garrafas de cachaça e fumou alguns charutos.

4. Em estado normal, após 2 horas em transe. Observar o cansaço e o estresse e comparar com a Foto Kirlian 1


*** Prancha retirada do site: www.kirlian.com.br





























segunda-feira, 18 de julho de 2016

OS PERIGOS DA MEDIUNIDADE

Apresentamos outro texto para reflexão dos Iniciados e dos médiuns, descrevendo os efeitos da mediunidade no próprio médium. Naturalmente este texto não pretende ser a verdade absoluta e definitiva sobre o tema. Nosso objetivo não é provocar polêmicas, mas contribuir para o entendimento dos motivos do martinismo, e demais Ordens iniciáticas, não aprovar ou recomendar as práticas espíritas mediúnicas. (Pseudo-Sedir).

                                Os Perigos da Mediunidade

                                                       por Sinbuck, S::I::

    
O “Médium (do latim médium, meio, intermediário). Os Médiuns são pessoas acessíveis à influência dos Espíritos, e mais ou menos dotadas da faculdade de receber e de transmitir suas comunicações.” O Médium espírita é um intermediário entre os seres encarnados e desencarnados; é , geralmente, um instrumento passivo de influências estranhas e, portanto, exposto à influência de qualquer entidade astral que se ache em sua proximidade. O Médium, quando em “transe”, isto é, no estado semelhante ao sono hipnótico, fica inconsciente; nada sabe do que se faz por mediação do seu organismo, e quando desperta desse estado e volta à consciência ordinária, não se lembra do que fez ou do que foi feito por intermédio dele. Há, portanto, muitas vezes uma possibilidade de ser abusado por entidades mal intencionadas do astral, e por isso corre o perigo de ficar obcecado.[1]

         Um dos perigos reais da mediunidade é a obsessão (idéia fixa, escravização temporária do pensamento). Como obsessão entende-se todo e qualquer constrangimento que os Espíritos inferiores determinam sobre o médium dominando a sua vontade. Todos os que possuem faculdade mediúnica, sem exceção, estão sujeitos a obsessão, devendo, no entanto, resistir a influência negativa dos Espíritos voltados ao mal. Geralmente, nos médiuns em desenvolvimento, a obsessão começa sob a forma simples, usando os obsessores de vários artifícios para conseguirem o seu intento. Pode evoluir para a fascinação[2] quando o médium acha que é assistido por Espíritos Superiores, que na verdade não passam de mistificadores, que sabem explorar sua vaidade, lisonjeando suas faculdades e colocando-o como um “missionário”; com importante papel no mundo.  A evolução pode seguir seu curso normal chegando o médium ao estágio da subjugação[3] quando o obsessor domina completamente, tanto sua inteligência quanto sua vontade. Os Espíritos agem sobre o médium através dos pensamentos, envolvendo-o com os seus fluidos que o embaraçam. É um verdadeiro processo de enredamento fluídico.[4] 




         A presença física do obsessor nem sempre é verificada, porém a sua ação é notada pelos resultados de sua influência sobre a mente do médium que está sujeito. À distância, por um fenômeno telepático, pode o obsessor acionar os mecanismos que deseja como um operador de rádio. É lógico que para isso acontecer, devem os dois, médium e obsessor, estar vinculados pelo passado ou por se encontrarem na mesma faixa vibratória, que os identifica. [5]

         A prática mediunica pode também conduzir os médiuns à neurastenia. A Neuroastenia é um estado neurótico, um distúrbio mental caracterizado por astenia[6] psíquica, grande irritabilidade, cefaléia, alterações do sono, esgotamento nervoso, depressão e fácil fatigabilidade[7], e ainda é capaz de causar graves neuropatias orgânicas, e muitos têm morrido loucos ou foram tocados por transtornos nervosos profundos e descontroles psíquicos. Em alguns casos, o descontrole psíquico pode levar o indivíduo à loucura. Se o Espírito envolvido num processo obsessivo for uma entidade hipócrita, poderá levar o médium obsediado a um processo de fascinação, que pode culminar na loucura.



         A mediunidade abre as “portas” do médium às influências estranhas. No corpo humano, há certos centros vitais (chakras), comparáveis a portas, que abrem a entrada para as forças extra-físicas que passam por elas como uma corrente elétrica passa através de um arame, agindo sobre a espinha dorsal, e difundindo-se sobre o sistema nervoso. Estes centros são normalmente protegidos pela natureza, com coberturas ou envolturas compostas de matéria física e de matéria astral, que permitem o influxo das forças vitais normais, e servem-lhe de guardas. Estes centros ou “portas” devem ser abertos somente às influências boas, espiritualizadas, e não às entidades indesejáveis, baixas e maliciosas, que são capazes de destruir as envolturas protetoras, tornando, assim, impossível à comunicação com os planos superiores do Astral.[8] Pois, como poderiam os médiuns evitar a intervenção e a ação de Espíritos e de influências malfazejas ?




         Todavia, alguns espíritas eminentes confessam, eles próprios, estes perigos, ainda que busquem atenuá-los. Eis aqui concretamente o que diz Leon Denis: “os espíritos inferiores, incapazes de aspirações elevadas, se comprazem em nossa atmosfera. Se mesclam em nossa vida, e, preocupados unicamente com o que o cativava seu pensamento durante sua existência corporal, participam nos prazeres ou nos trabalhos dos homens a que se sentem unidos por analogias de caráter ou de hábitos. As vezes, inclusive, dominam e subjugam as pessoas débeis que não sabem resistir a sua influência. Em alguns casos, podendo levar suas vítimas até o crime e a loucura. Estes casos de obsessão são mais comuns do que se pensa.[9]. Alguns médiuns, quando estão em atividade mediúnica, podem apresentar alterações neurológicas semelhantes a disritmias[10]. Tais práticas são capazes de modificar a atividade do sistema nervoso, trazendo mudanças psíquicas e comportamentais. O que acontece é que, mesmo os melhores, os mais poderosos Médiuns, muitas vezes sofrem durante anos, terríveis enfermidades na espinha dorsal, conseqüência de suas relações com “Espíritos”. Pois como se sabe, a mediunidade é um canal que liga todas as criaturas vivas ao mundo invisível ou dos Espíritos, deixando-os assim, suscetíveis as mais variadas enfermidades nervosas e psíquicas. Pois, abre canais para a recepção de influências suscetíveis de perturbarem e de comprometerem a atividade das células nervosas, visto que, a saúde física, emocional e mental de qualquer pessoa está ligada, de alguma forma, à saúde das células nervosas.

         Noutra obra, do mesmo autor, lemos isto: “ O médium é um ser neurótico, sensível, impressionável... A ação fluídica prolongada dos espíritos inferiores pode ser-lhe funesta, arruinar sua saúde, provocando fenômenos de obsessão e de possessão... Estas enfermidades, que afetam principalmente o sistema nervoso, vêm acompanhados mais freqüentemente de perturbações psíquicas. Enfim, podem também vir acompanhados, além das obsessões de caráter variado, de idéias fixas, de impulsos criminais, de dissociações e alterações da consciência ou da memória, manias, loucura em todos os graus. Em suma, tudo isso, tende pura e simplesmente à desagregação da individualidade humana, alcançando às vezes, como vimos, diferentes formas de desequilíbrio mental e psíquico[11]São registrados os seguintes transtornos neuróticos : fóbico-ansiosos, transtornos de ansiedade, obsessivo-compulsivos, reações de estresse e transtornos de ajustamento, transtornos dissociativos,  e outros, onde se incluem neurastenia e despersonalização.[12]

        Bem entendido, devemos lembrar que, o que é Ativo age sobre o que é Passivo e utiliza até a sua força. Ao abandonar-se passivamente a tais práticas, suscetíveis a influência dos mais variados espíritos, acaba o indivíduo por “entregar ao desconhecido tenebroso a direção de seu pensamento e tornam-se o que é horrível e inteiramente contrário à ordem natural – alienados voluntários,”[13] que os torna rigorosamente incompatíveis com a via de uma iniciação real e efetiva.






[1] Lorenz, Francisco Waldomiro. Raios de Luz Espiritual, Pensamento, pág 14.
[2] É  uma ilusão produzida pela ação direta do Mau Espírito sobre o pensamento do Médium, inspirando-lhe uma confiança cega.
[3] É  uma constrição que paraliza a vontade do médium, capaz de neutralizar seu livre-arbítrio.
[4] Peralva,  Martins. Estudando a Mediunidade; FEB. 
[5] Peralva, Martins. op.cit.
[6] Falta de vitalidade e perda de energia em conseqüência de um estado de fraqueza geral.
[7] Guimarães, Deocleciano Torrieri (org).Dicionário de Termos Médicos e de Enfermagem, ed. Rideel.
[8] Lorenz, Francisco Waldomiro, op. cit.  pág 83.
[9] Après la mort, p. 239. Citado por René Guenón, El Error Espiritista, 1923.
[10] Presença de ondas anormais, geralmente detectáveis pelo eletroencefalograma.
[11] Ver René Guenón, El Error Espiritista, 1923.
[12] Guimarães, Deocleciano Torrieri (org).Dicionário de Termos Médicos e de Enfermagem, ed. Rideel.
[13] Levi, Eliphas. A Ciencia dos Espíritos, pág. 144.